Sarau Chama Poética

Essa, a minha herança, Sem ágio ou usura, Toda: só ternura Que não cessa ou cansa. Antônio Lázaro de Almeida Prado Ciclo das Chamas e outros poemas

1

de
abril

Sarau Chama Poética: O Sentimento do Mundo

O Sentimento do Mundo - dia 05 de abril às 18h00 na Casa das Rosas

Sarau Chama Poética: O Sentimento do Mundo - dia 05 de abril às 18h00 na Casa das Rosas

28

de
janeiro

Sarau Chama Poética - Paulo Vanzolini

Fotos:  Maria Rita Aguiar

Paulo Vanzolini

Paulo Vanzolini

28

de
janeiro

Sarau Chama Poética - Paulo Vanzolini

Fotos:  Maria Rita Aguiar

A trupe toda cantando sucessos de Paulo Vanzolini

A trupe toda cantando sucessos de Paulo Vanzolini

Irineu de Palmira e Carmen Queiroz

Irineu de Palmira e Carmen Queiroz

Fábio Moura como Mario de Andrade

Fábio Moura como Mario de Andrade

28

de
janeiro

Sarau Chama Poética - Mario Quintana

Fernanda Conrado

Fernanda Conrado

Miriam Samorano

Miriam Samorano

Fotos: Maria Rita Aguiar

28

de
janeiro

Sarau Chama Poética - Mario Quintana

Alex Dias

Alex Dias

Gabriel Prado

Gabriel Prado

Irineu de Palmira

Irineu de Palmira

28

de
janeiro

Sarau Chama Poética - Mario Quintana

Rita Alves e Miriam Samorano

Rita Alves e Miriam Samorano

Público

Público

Miriam Samorano

Miriam Samorano

28

de
janeiro

Sarau da Alegria - Chama Poética 4 anos

O Poeta Antônio Lázaro de Almeida Prado e Irineu de Palmira

O Poeta Antônio Lázaro de Almeida Prado e Irineu de Palmira

Fernanda de Almeida Prado

Fernanda de Almeida Prado

Fernanda de Almeida Prado, Antônio Lázaro de Almeida Prado e Irineu de Palmira

Fernanda de Almeida Prado, Antônio Lázaro de Almeida Prado e Irineu de Palmira

28

de
janeiro

Sarau da Alegria - Chama Poética 4 anos

Rita Alves, Alex Dias e Marta Ribeiro

Rita Alves, Alex Dias e Marta Ribeiro

Fernanda de Almeida Prado e Irineu de Palmira

Fernanda de Almeida Prado e Irineu de Palmira

Roberta Barni e Fernanda de Almeida Prado

Roberta Barni e Fernanda de Almeida Prado

28

de
janeiro

Sarau da Alegria - Chama Poética 4 anos

Fotos: Maria Rita Aguiar

Xande Mello, Maria Rita Gullo, Neide Nell

Xande Mello, Maria Rita Gullo, Neide Nell

Neide Nell e Eduardo Pitta

Neide Nell e Eduardo Pitta

Público

Público

26

de
novembro

PRESENÇA DO POETA AGUINALDO DE BASTOS

DIA 22 DE NOVEMBRO - MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

NEGRA MÃE 

 (Rita Alves)

- Dá, dá o peito preta.
Engorda este menino branco,
não demora, que a lida te espera.

Anda, preta, peleja!
Amamenta, o menino chora!

- A negra acomoda o menino
ao quente do colo
salta a teta grande
o leite branco jorra!
O menino cola a boquinha no seu peito.

Lá fora o negrinho espia pela janela,
lágrima presa na garganta:
- “mãe, tenho fome também…”

Enquanto estende a mãozinha à palmatória!

 …………………………………………………………………………………………………………………

Fernanda de Almeida Prado, Guca Domenico, Aguinaldo de Bastos, Rita Alves e Yolanda de Bastos

 

Rita Alves e Guca Domenico declamam poemas de Aguinaldo de Bastos

A SENZALA

(declamado por Rita Alves)

 

Eis o casarão a que chamam senzala.

Janelas estreitas, aspecto sombrio,

quem mora lá dentro por certo não fala…

É quieto e tristonho o infeliz casario.

 

Paredes escuras, soturno telhado.

São largos e toscos seus feios portais.

Comentam que aquele lugar é habitado

por vultos estranhos que sofrem demais…

 

Canções langorosas, sentidas palavras,

à noite eles cantam enquanto uma dança

dançada com graça por jovens escravas,

distrai os que vivem sem ter esperança.

 

A música é triste, infeliz e marcante,

e cantam-na aqui quando dói a saudade

do bem que perderam na pátria distante,

oh Deus! o seu único bem! Liberdade!

 

O ENGENHO

(declamado por Guca Domenico)

 

Ao sol do Brasil,

reluzente o semblante,

açoitado por mãos impiedosas,

o negro espera que o sol de algum céu

se levante

e venha aquecer-lhe as mãos frias,

calosas!…

 

Volteia o engenho

puxando correntes,

moendo… moendo…

Se ali ele fala,

se à boca lhe foge um gemido

às ingetes torturas,

no rosto o chicote lhe estala!…

 

Volteia o engenho

puxando correntes,

moendo…moendo…

moendo…moendo…

puxando correntes…

moendo…

moendo…

moendo…

moen…do…

 

MERCADO DE NEGROS

(declamado por Rita Alves e Guca Domenico)

 

Ninguém saberá o que o negro sentiu

ao ver-se, afinal, nesta terra bendita,

a terra do índio valente, bravio,

que verga a palmeira com força inaudita.

 

As noites daqui lembram bem sua terra

coberta de beijos, de beijos de prata

que descem, da lua escondida na serra,

aos troncos que dormem no seio da mata.

 

À pobre criança dormindo na rede,

que a mãe carinhosa cantando cantigas

embala sorrindo, a fitar a parede

batida de barro, trançada de vigas.

 

O negro se lembra, quando era menino

corria na selva, nadava nos rios

e, ao sol africano de raios a pino,

remava nas ondas de mares bravios.

 

Gostava do rio, do mar, da jangada.

Sentia-se livre como ave no espaço,

feliz, sem algemas, sem peias, sem nada

que fosse capaz de tolher o seu passo.

 

Os beijos de prata que vinham da serra

um dia tornaram-se beijos de sangue!

O negro lutou como um tigre, era a guerra,

mas preso e vencido o levaram exangue.

 

Oh Deus! Melhor fora tivesse morrido

na luta em que todo e seu povo foi morto

mas nunca, jamais ser por homens vencido

e a vis traficantes entregue num porto.

 

 

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